24/01/2008
Se olhas o espaço que delineia o teu contorno
só verás as coisas que estão todos os dias.
As paredes que têm as janelas tão quietas
que nunca tentaram mudar-se de lugar,
e as portas iguais, com as mesmas almofadas,
que abrem sobre o mesmo lado com o mesmo barulho
de humidade que amolece o metal já corroído.
Os cantos gastos pelo tempo se enchem
de manchas de fluidos atirados da cama
e as cortinas que nunca se movem por si mesmas.
Sempre se vê o mesmo nas coisas queridas
e a ilusão ingénua de encontrar algo novo,
nos embrutece o juízo, nos tira a energia...
E para completar está esse velho espelho
que repete a imagem deprimente de tudo
o que sempre se encontra, ainda que o procuremos.
Consciencializarmo-nos do jogo do reflexo constante
de que fizemos uma vida que morre
rotineira e perdida, é assumir que somos
tão donos como escravos do que construímos,
Ganhámos ou perdemos
O circulo viciosos de herdar as ideias
limitou os espaços ao seu real crescimento
e cada novo homem parece cruel reflexo
da pior qualidade
e o espaço tão cheio que conforma o contorno,
finalmente resulta nessa jaula oxidada vestida de castelo
que guarda na mesma as coisas queridas
que já não nos servem
e tentando esconder as nossas realidades
constantemente erramos procurando as respostas
onde não encontraremos jamais uma verdade.
- fillippinho - 08/05/2009 10:24:18 dijo:

-


- - 22/12/2008 01:31:28 dijo:
- 44
- _Camilla_ - 23/04/2008 12:48:26 dijo:

- nossa q lindo!!!!
a imagem tah demais tbm...
bjs

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